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ATUALIDADES | Condomínios: segurança ou segregação?

Equipe RND
Escrito por Equipe RND em 7 de junho de 2022
ATUALIDADES | Condomínios: segurança ou segregação?
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A partir da leitura e reflexão sobre os textos de apoio abaixo, escreva um texto dissertativo-argumentativo no qual você discorra sobre o seguinte tema: Condomínios: segurança ou segregação? Caso julgue necessário, busque leituras adicionais.

Não deixe de fazer o planejamento da sua redação.

TEXTOS DE APOIO

Texto 1

E segregação urbana nada mais é que o loteamento forçado das cidades privilegiando os que podem bancar essa conta, em diversos padrões.
Só que o grande problema disso tudo é que a segregação tende a enfraquecer as relações sociais, a tolerância e o contato com o diferente.
O conceito de cidade perde totalmente seu sentido sem essa troca que só teria a agregar valor diante de uma realidade injusta e cruel a qual fazemos parte. Sim, fazemos parte disso tudo e não podemos simplesmente virar as costas.

Fonte: Cidades ‘loteadas’ só fazem aumentar sensação de insegurança / Rede Brasil Atual

Texto 2

Alphaville é uma das comunidades mais antigas, maiores e mais conhecidas do Brasil. Com sede fora de São Paulo, foi criada em 1978 para uma elite metropolitana que queria refúgio de crimes no centro da cidade.
Desde então – e com o incentivo extra de baixos impostos – o condomínio tem crescido constantemente e gerado inúmeras imitações. Alphaville agora compreende 16 condomínios fechados, ou condomínios, com dezenas de outros em sua periferia, além de um distrito comercial e industrial circundante.
As paredes variam em tamanho, mas um exemplo típico é Alphaville 3, que tem uma estrutura de perímetro de concreto caiado de 2,5 milhas de comprimento (4 km de comprimento) que sobe a uma altura de 2,5 metros, em cima da qual fica um metro eletrificado e farpado de 1,5 metro. – cerca alta. Além disso, os 4.000 moradores do complexo Alphaville 3 são protegidos por CCTV e 60 seguranças; eles estão desarmados, mas podem convocar unidades policiais militarizadas estacionadas nas proximidades.
Uma extrapolação aproximada sugere que os 60 mil residentes dos 16 condomínios de Alphaville têm um total de 40 quilômetros de muros e 960 guardas, além de um forte apoio policial. Alphaville agora se tornou uma franquia, com comunidades semelhantes em cidades por todo o Brasil, um reflexo de uma tendência global mais ampla que viu milhares de quilômetros de muros erguidos entre bairros ricos e pobres ao redor do mundo.

Fonte: A divisão entre ricos e pobres / The Guardian

Texto 3

A segregação residencial é uma prática muito comum nas cidades, onde há a separação espacial de pessoas conforme sua classe social. Pessoas do mesmo poder aquisitivo tendem a ocupar os mesmos espaços (bairros, condomínios, favelas) destinados à moradia. (…)

A separação espacial de diferentes classes sociais não ocorre de forma aleatória, ela segue uma lógica. A classe dominante, na maioria das vezes, dita a lógica dessa segregação, isso porque ela tem o poder de aquisição.

A segregação pode ocorrer em forma de imposição, isso se dá com a camada da população de baixa renda, que não tem muita opção de escolha para locais de moradia. A autossegregação refere-se à classe dominante, que possui o poder de escolher onde residir.

A segregação induzida é constatada na construção de casas populares, bairros desprovidos de infraestrutura adequada, apresentando valores compatíveis com o da população de renda inferior.

Um exemplo da autossegregação são os condomínios fechados. Uma tendência comum nos grandes centros. Esse tipo de espaço para residências é destinado à população de maior poder aquisitivo, que busca melhor qualidade de vida. Onde é proporcionado através de pagamento, serviços como segurança, lazer e outras regalias. São espaços privilegiados em infraestrutura, bens e serviços.

O Estado exerce grande influência no processo de segregação, isso ocorre através de financiamentos às construtoras, instalação de infraestrutura em determinados locais e construção de casas populares destinadas à população de baixa renda, essas normalmente em locais afastados do centro.

Fonte: FRANCISCO, Wagner. Segregação Residencial / Mundo Educação

Texto 4

Em um movimento retroalimentado, a insegurança de viver na grande cidade recebe respostas arquitetônicas e urbanísticas: muros altos, cercas, sistemas de segurança, patrulhas privadas, guaritas, um estado de vigilância permanente, como disse Bauman (2014). A sociabilidade decorrente dessa dinâmica passa a ser pautada pela sensação de medo, intolerância e ameaça constante. Como este modo de organização da cidade altera as sociabilidades e a percepção do espaço urbano? Esta dinâmica gera um movimento de supervalorização da exclusividade, de negação de alteridades; contribui para a intolerância e para a construção de um mercado do medo, que vende a sensação de segurança (mesmo que esta não seja verdadeira) sob a forma de loteamentos fechados e sistemas de segurança privados.

Fonte: BALDAM, Rafael. Medo e segregação da cidade / USP

Boa produção!
Um abraço,
Equipe Redação Nota Dez

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