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SEGURANÇA PÚBLICA | Polícia e religiosidade

Equipe RND
Escrito por Equipe RND em 8 de outubro de 2019
SEGURANÇA PÚBLICA | Polícia e religiosidade
Aprenda a escrever uma Redação Nota Dez

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Leia atentamente os textos de apoio abaixo acerca do seguinte tema: O cultivo da religiosidade entre os policiais é um desvio indesejável em suas funções ou trata-se de uma necessidade real, que somente pode ser avaliada por aqueles que vivem a tensão decorrente dessa profissão? Feito isso, escreva um texto dissertativo no qual você argumente sobre o seu ponto de vista. Busque outras leituras, caso julgue necessário.

Não deixe de fazer o seu brainstorm -> esqueleto -> rascunho.

***

TEXTOS DE APOIO

Texto 1

Policiais em momento de oração. | Fonte: Jornal da USP

Texto 2

Policiais organizam-se em grupos religiosos para buscar apoio espiritual

Fundado há três anos pelo escrivão Artur Juliano e pelo delegado Luís Gabriel Garcia, o grupo Policiais de Jesus organiza reuniões para acalentar esses profissionais, com orações e pregações da Bíblia, pelos dramas que eles enfrentam.

Os cultos são realizados quase todos os dias em quatro departamentos da corporação: uma vez por mês, eles se juntam na Câmara Municipal.

Um dos discípulos de Garcia é Nadivaldo de Rossi, delegado no 101.º Distrito Policial. Ele tem frequentado as reuniões há dois meses em busca de paz espiritual: “preciso do apoio para não me transformar em um ser humano truculento e impiedoso”, afirma.

Para ajudarem a conviver com o estresse, os cultos abordam os percalços específicos e inerentes à atividade policial. “Os agentes se sentem mais à vontade para conversar comigo sobre seus problemas porque eu também ando armado e lido com bandidos”, acredita Garcia.

O trabalho é inspirado no de outra entidade, a PMs de Cristo, que reúne 1470 associados e completa vinte anos de existência em junho. “Nosso sonho é que surjam grupos semelhantes também na Polícia Federal e na Guarda Municipal”, diz o cabo Valdir Alves, que é pastor da Igreja Evangélica Cristã Presbiteriana.

Apesar da proliferação, movimentos desse tipo não são abençoados por especialistas no assunto. “Instituir uma religião em uma corporação representa séria ameaça ao Estado laico”, entende o cientista político Guaracy Mingardi. Para ele, a interferência de crenças causaria prejuízo ao patrulhamento nas ruas. “Num exemplo hipotético, um policial pode resolver citar a Bíblia ao intervir em uma briga para tentar converter os envolvidos. E isso seria inadmissível.”

Os policiais que participam desses grupos, porém, afirmam que não confundem a cruz com a espada.

Fonte: Veja São Paulo, 30.05.2012. Adaptado.

Texto 3

É sabido que parte da sociedade paulista não vê com bons olhos o policial militar. Heróis para uns e vilões para outros, alguns destes homens trazem consigo determinadas características que os diferenciam de um cidadão comum. “Podemos observar isso no comportamento, postura e até mesmo no modo de falar”, observa o sociólogo Luiz Vicente Justino Jácomo. Mas, contrariando o que comumente costuma-se imaginar, há uma forte presença da religiosidade no exercício diário da profissão, à qual se confere, pelo Estado, o uso legítimo da força física.  Para o pesquisador, “não há contradição entre tais aspectos”.

A religiosidade na polícia, ao invés de constranger a ação policial, reafirma-a sobre outros pontos de vista.”

Foi a tentativa de desconstruir essa aparente “contradição” entre a força e a fé que levou Jácomo a empreender um estudo sobre as práticas religiosas de policiais militares dentro dos quartéis. Como resultado, apresentou a dissertação As religiões da polícia: religião e religiosidade na Polícia Militar do Estado de São Paulo, orientada pelo professor Reginaldo Prandi, no Programa de Pós-graduação em Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, em que analisa como se dá esta combinação. [Leia o texto completo, com informações sobre a pesquisa]

Fonte: Diversidade religiosa está presente na Polícia Militar de São Paulo | Jornal da USP

Texto 4

Texto 5

Polícia e Igreja
As associações religiosas das forças de segurança pública

PMs de Cristo
Corporação: Polícia Militar
Líder: Capitão Joel Rocha
Tempo de existência: Vinte anos
Número de integrantes: 1470
Frequência dos encontros: Diária

Policiais de Jesus
Corporação: Polícia Civil
Líder: Delegado Luís Gabriel Garcia
Tempo de existência: Três anos
Número de integrantes: Cem
Frequência dos encontros: Quatro vezes por semana

União dos Delegados Espíritas de SP
Corporação: Polícia Civil
Líder: Delegado João Crusca
Tempo de existência: Treze anos
Número de integrantes: Cinquenta
Frequência dos encontros: Mensal

Fonte: Veja São Paulo, 30.05.2012. Excerto

Boa produção!

Um abraço,
Equipe Redação Nota Dez

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