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ATUALIDADES | Como minimizar o problema da crise hídrica no Brasil?

Equipe RND
Escrito por Equipe RND em 5 de outubro de 2021
ATUALIDADES | Como minimizar o problema da crise hídrica no Brasil?

TEXTOS DE APOIO

Texto 1

Um extraterrestre talvez achasse bizarro falar em escassez hídrica no Brasil. Por aqui estão 12% das reservas de água doce do planeta e 53% dos recursos hídricos da América do Sul, de acordo com o Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas). Ao todo, existem 83 rios fronteiriços e transfronteiriços no país, e as bacias hidrográficas transfronteiriças ocupam 60% do território nacional. A Amazônia é o bioma brasileiro com a maior área coberta por água, com mais de 10,6 milhões de hectares, seguido por Mata Atlântica (mais de 2,1 milhões de hectares) e Pampa (1,8 milhão de hectares). Depois vêm Cerrado (1,4 milhão de hectares) e Pantanal, com pouco mais de 1 milhão de hectares.

Contudo, a atual crise se explica, em partes, pelos danos sofridos nesses ecossistemas nas últimas décadas, sobretudo na Floresta Amazônica. Isso porque o desmatamento no bioma afeta diretamente a formação e a dinâmica dos chamados rios voadores. Na prática, a massa de ar úmido exalada pela Amazônia é empurrada para a direção oeste do continente até chegar à Cordilheira dos Andes, onde é “rebatida” e segue rumo ao sul. Esse fenômeno é essencial para a formação de chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

No entanto, a derrubada de árvores segue a todo vapor. Com uma área de 8.712 quilômetros quadrados, o acumulado de alertas de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2020 e julho deste ano é o segundo maior desde 2016, conforme levantamento feito pelo sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número está atrás apenas dos 9.216 quilômetros quadrados destruídos entre agosto de 2019 e julho do ano passado. “Quando falamos que temos que mudar a forma como consumimos, produzimos e vivemos significa muitas mudanças”, comenta Pedro Jacobi, professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP. “O ponto principal é a necessidade de controlar a maneira desenfreada de uso e ocupação do solo, e o impacto que o desmatamento da Amazônia provoca.”

Por isso, é preciso falar sobre agropecuária. Além de ser um dos principais fatores para derrubada de árvores, o setor que cresceu 5,1% no primeiro trimestre de 2021 e tem participação significativa no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é também um dos maiores responsáveis pelo uso — e desperdício — de recursos hídricos no país. Uma estimativa do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) estima que a agropecuária use 70% da água no Brasil — e quase metade disso é jogado fora. Segundo o Atlas Irrigação, documento produzido entre 2018 e 2020 pela ANA junto a universidades e empresas do meio agrícola, 49,8% das demandas de captação hídrica no país em 2019 foram para irrigação de culturas.

Fonte: Crise Hídrica: as raízes da (nova) escassez de água no Brasil | Revista Galileu

Texto 2

Milhões de famintos, êxodo, conflitos, queda de atividade econômica e crise social. Esses são alguns dos cenários traçados por cientistas diante da constatação de que as mudanças climáticas vão se acelerar nos próximos anos e que, se não houver uma transformação radical de políticas públicas e estrutura da economia, a presença humana no planeta viverá uma nova era, muito mais hostil.

No horizonte, a projeção é de que o aquecimento do planeta provoque em diferentes partes uma “ruptura social”. Mas em todos os cenários para o século 21, as conclusões apontam para a mesma direção: serão os mais pobres e vulneráveis quem pagarão um preço mais elevado – e por vezes insuportável- pela transformação climática.

Fonte: Clima mundial piora a partir de 2030, e Amazônia poderá virar floresta seca | El País

Texto 3

5 pontos do relatório da ONU sobre efeitos alarmantes das mudanças climáticas
Canal: BBC News

Texto 4

“O relatório de hoje do IPCC é um alerta vermelho para a humanidade”, disse António Guterres, secretário-geral da ONU, que garantiu que “a viabilidade das nossas sociedades” depende da atuação de governos, empresas e cidadãos para limitar o aumento da temperatura a 1,5 grau. “Os alarmes são ensurdecedores e as evidências são irrefutáveis: as emissões de gases de efeito estufa da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento estão sufocando nosso planeta e colocando bilhões de pessoas em risco imediato. O aquecimento global está afetando todas as regiões da Terra e muitas das mudanças estão se tornando irreversíveis “, disse o português.

Fonte: Relatório da ONU sobre o clima responsabiliza a humanidade por aumento de fenômenos extremos | El País

Texto 5

Por que falta água no Brasil?
Canal: Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

Boa produção!

Um abraço,
Equipe Redação Nota Dez

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