Tema de Redação

SEGURANÇA PÚBLICA | Facções criminosas no Brasil: desafios e soluções

Equipe RND
Escrito por Equipe RND em 6 de outubro de 2020
SEGURANÇA PÚBLICA | Facções criminosas no Brasil: desafios e soluções
Aprenda a escrever uma Redação Nota Dez

Receba nosso conteúdo em seu e-mail:

A partir da leitura e reflexão sobre os textos de apoio abaixo, escreva um texto dissertativo-argumentativo no qual você discorra sobre o seguinte tema: Facções criminosas no Brasil: desafios e soluções. Caso julgue necessário, busque leituras adicionais.

Não deixe de fazer o seu brainstorm -> esqueleto -> rascunho.

TEXTOS DE APOIO

Texto 1

O principal desafio do próximo presidente é interromper a ideia de que os problemas com as facções se resolvem com mais repressão. À esquerda e à direita, passando por boa parte das discussões acadêmicas, tudo se passa como se esses problemas fossem resultado de falhas do Estado em sua política repressiva e que bastaria aprimorá-la ou fortalecê-la. O caso da intervenção no Rio de Janeiro é exemplar: vendida como a solução para todos os problemas, depois de meses se viu que em nada melhorou os índices de violência. O surgimento, expansão e fortalecimento das facções se dá justamente no interior dessas práticas punitivistas. É o resultado dessas práticas. Se a intenção é realmente enfraquecer e combater as facções, é urgente pensar em políticas de desencarceramento. Em suma, a equação é simples: quanto mais prisões, mais facções e, portanto, quanto menos prisões, menos facções.
(…)
Em 2017 tivemos mais de 63 mil homicídios, taxa de 30,8 para cada 100 mil habitantes, superior às da Colômbia e México. Em 2018, criou-se mais um ministério, o da Segurança Pública. O próximo presidente assumirá um país que gasta mais do que nunca em segurança, e nunca foi tão violento. O gasto público, nos últimos 20 anos, é concentrado nas estratégias de punição aos operadores braçais dos mercados ilegais. Mais cadeias são construídas e lotadas com jovens favelados. Ali eles fazem sua faculdade no crime enquanto outros jovens os substituem na rua, vendendo drogas e roubando carros. [Leia o texto completo]

Fonte: O desafio das facções para o próximo presidente. E os planos de governo. / Nexo Jornal (texto publicado em 2018)

Texto 2

Boa parte dos homicídios não é investigado e em pouquíssimos casos se encontra o culpado, fazendo com que a impunidade reine quando o assunto é violência letal no país. A média de homicídios solucionados no Brasil gira em torno de 6%. “É necessário priorizar, focar na violência e na investigação e punição de crimes violentos, cometidos por pessoas armadas que querem se impor pela violência, sejam traficantes ou milicianos”, afirma Manso. Para ajudar a esclarecer estes crimes, Manso defende o aprimoramento da Polícia Científica – responsável pelas perícias – e investimentos em inteligência policial. “O cobertor fiscal é curto e os Estados estão quebrados . É uma decisão política [de mudar o foco do policiamento] que precisa ser tomada”, afirma.

O Brasil, no entanto, caminha na direção contrária. “Houve um aumento das prisões em flagrante, mas a Polícia Civil foi esquecida. Se prendeu muito a mão de obra barata do tráfico com operações de guerra nas quebradas. Mas o grande trabalho da polícia é entender como funciona a indústria do crime, para onde vai o dinheiro, quais as rotas de entrada de drogas, como se lava este dinheiro… Essa compreensão de inteligência é fundamental para fragilizar esses grupos e isso foi deixado de lado”, diz. [Leia o texto completo]

Fonte: A escalada das facções criminosas desafia o próximo presidente do Brasil / El País

Texto 3

O sistema prisional superlotado é um caldo propício para o surgimento e crescimento das facções. Algumas delas, como o PCC, surgiram nos presídios, reivindicando melhorias das condições internas. Alianças, cisões e ordens de crimes costumam ocorrer dentro das unidades prisionais. Novos membros, inclusive, costumam ser “batizados” atrás das grades.
(…)
Um dos fatores ligados ao alto encarceramento é a política de drogas brasileira. Cerca de um terço dos presos são acusados de tráfico. A minoria, apenas 1 de cada 10 pessoas encarceradas, responde por homicídio.

“Só aumentar a quantidade de presos não adianta, estamos alimentando as facções. Com essa visão, você não apaga os incêndios, mas coloca gasolina. É preciso ver a qualidade de quem está sendo preso – traficantes de armas, homicidas”, completa [Alberto] Kopptike. [Leia o texto completo]

Fonte: Por que programas federais de segurança não funcionaram até hoje no Brasil? / BBC Brasil

Indicamos ainda:

Eliminar facções criminosas é impossível, afirma pesquisador americano

Boa produção!

Um abraço,
Equipe Redação Nota Dez

* A imagem utilizada nesta postagem foi extraída do El País.

Olá!

O que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *